Nota Técnica ABMA: Medicina e Terapias Antroposóficas como abordagem complementar no manejo das arboviroses[i]

Aedes-foto-Wikimedia-Commons

 

A imagem do ser humano à luz da Antroposofia considera que suas diferentes dimensões compõem um todo indivisível e integrado à natureza e ao universo. O processo de saúde e doença sob a perspectiva da Medicina e das Terapias Antroposóficas considera vários aspectos e, entre eles, de que cada indivíduo é único e assim deve ser abordado em seu processo de cuidado da saúde, mesmo quando a mesma doença acomete uma população grande como nas doenças endêmicas ou epidêmicas.

No âmbito das arboviroses como a Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela, a Antroposofia aplicada à saúde traz valiosas contribuições para ampliar os conceitos de prevenção, reabilitação e promoção da saúde, tanto no âmbito individual como no coletivo. Em relação à prevenção destacam-se as iniciativas de estímulo ao cuidado pessoal, comunitário, ecológico e ambiental, com respeito e responsabilidade pela natureza e pelo próprio ser humano. Isso pode ser traduzido em incentivo ao manejo adequado dos resíduos e auto-proteção. Algumas vezes pode ser indicado o uso de própolis preventivamente. Nos cuidados clínicos, a perspectiva é a de trazer conforto ao paciente em todos os estágios da doença, apoiando da melhor forma possível sua recuperação.

Como contribuições práticas podemos destacar:

  1. Abordagem medicamentosa na fase aguda, a partir da avaliação do médico antroposófico.
    Após avaliação do caso, classificação quanto à gravidade e definição do tratamento convencional de acordo com os protocolos estabelecidos, incluindo as medidas básicas como hidratação e repouso, alguns medicamentos diluídos e dinamizados, antroposóficos e homeopáticos, poderão ser indicados para controle sintomático, redução do uso de analgésicos e antipiréticos e, ainda, prevenção de sangramentos e outras complicações.

    Os medicamentos mais frequentemente usados, de maneira complementar e individualizada de acordo com o caso, pelos médicos antroposóficos para manejo dos sintomas e das eventuais complicações decorrentes são: Aconitum napellus, Argentum metallicum praep, Arnica montana, Belladona atropa, Carbo betulae, China officinalis, Crotalus terrificus, Echinaceapurpúrea, Eupatorium perfoliatum, Gelsemiumsempervirens, Lachesis, Phosphorus, Rhustoxicodendrun e Sitibium metallicum praep.
    A farmácia de manipulação Sirimim elaborou dois medicamentos que estão indicados nessas afecções:

    1. Corallium-China-Stibium
    2. Crotalus – Rhus – Phosphorus

    O médico definirá a potência da medicação (dinamização) e frequência de uso de acordo com os sintomas e o paciente.

    Está indicado também apoio terapêutico para a esfera hepática por ao menos 2 meses após a doença visando estimular a recuperação da vitalidade.

  2. Na fase crônica, especialmente da Chikungunya, outro conjunto orientações e medicamentos estão indicados para o manejo das dores articulares. Destaca-se nessa fase a grande efetividade das compressas externas, com aplicação de infusão de algumas plantas medicinais ou óleos essenciais.
  3. Em relação especificamente à Zika, está sendo desenvolvido um estudo com estimulação precoce das crianças microencefálicas, em Juazeiro do Norte (CE) com o método Padovan, também conhecido como Reorganização Neurofuncional.

Em resumo, a Antroposofia aplicada à saúde busca somar esforços e aborda essas doenças de maneira complementar e multiprofissional, respeitando a individualidade do paciente e os protocolos clínicos estabelecidos.

 

ABMA Nacional
Belo Horizonte, 02 de fevereiro de 2017

 


[i]As arboviroses são  doenças causadas pelos chamados arbovírus, que incluem o vírus da dengue, Zika vírus, febre chikungunya e febre amarela.

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