Farmácia Antroposófica

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Texto “FARMÁCIA ANTROPOSÓFICA” publicado pela ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE FARMÁCIA ANTROPOSÓFICA – FARMANTROPO

 

Seres humanos da antiguidade descobriam medicamentos utilizando-se de uma metodologia baseada no estado de consciência próprio daquela época, ou seja, completamente diferente da atual. Na época de Paracelsus, a concepção terapêutica ainda trazia resquícios daquelas antigas eras.

A ciência atual é capaz de comprovar a eficácia de substâncias fisiologicamente ativas, tal como o curare, que foi descoberto pelos índios a partir de faculdades não mais solicitadas em nossa época. O processo de conhecimento utilizado por esses índios ainda não é totalmente compreendido pela ciência atual. No homem de hoje processos semelhantes se manifestam apenas nas atividades artísticas e não mais nas terapêuticas. Deve-se a J. W. Goethe (1749 – 1832), poeta e cientista, o mérito de ter sido capaz de relacionar estas capacidades artísticas interiores do ser humano com o criterioso rigor da metodologia científica, criando assim a possibilidade de uma ampliação científica.

A continuação da estruturação dessa ampliação da ciência deve-se a Rudolf Steiner, PhD (1861 – 1925) que, durante anos, se empenhou no estudo, revisão e publicação das obras científicas de Goethe. Como decorrência deste trabalho surgiu um movimento que pretende unir dois extremos desarticulados, por um lado o elemento humano (Anthropos) existente em nossa vida interior, levando tal elemento a se integrar com o conteúdo abordado pela ciência. O termo Antroposofia decorre, pois, da integração do conteúdo humano (Anthropos) com a sabedoria inerente às leis da ciência (Sophia ).

A elaboração desta ciência ampliada do âmbito terapêutico se encontra na obra de Rudolf Steiner e Ita Wegman, Elementos Fundamentais para uma Ampliação da Arte de Curar (primeira ed. 1926, Ed. Antroposófica, 2001). Além da literatura médica antroposófica, no âmbito farmacêutico. Existem várias obras abordando desde temas fundamentais, como uma bioquímica ampliada pela visão antroposófica, passando por estudos físicos do movimento dos líquidos, estudos clínicos e terapêuticos de vários medicamentos, até a farmacotécnica depositada em uma obra farmacopêica, o Codex Farmacêutico Antroposófico.

Os medicamentos antroposóficos são produzidos de forma industrial ou magistral, devendo obedecer a critérios de qualidade condizentes com as farmacopéias. Os medicamentos não são desenvolvidos e produzidos segundo o interesse das instituições produtoras, mas resultam do trabalho científico conjunto entre médicos e farmacêuticos, sendo o relacionamento entre as entidades médico-antroposóficas e as instituições produtoras de cunho puramente científico e não de natureza econômica. Os profissionais farmacêuticos capazes de exercer a farmácia antroposófica devem ser formados por faculdades de farmácia oficialmente reconhecidas e terem participado de cursos de especialização e formação em farmácia antroposófica.

Baixe o texto na íntegra:

http://abmanacional.com.br/wp-content/uploads/2016/12/Farmacia_Antroposofica.pdf

abmanacional

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